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Literatura Palestina

Ocuparam minha pátria Expulsaram meu povo Anularam minha identidade E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade Arrancaram meu pomar Demoliram minha casa E me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas Praticaram odiada apartheid Destruíram, dividiram, humilharam E me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias, Sequestraram minhas esperanças, Algemaram meus sonhos, Quando recusei todas as barbáries

Eles... mataram um terrorista!

— Mahmoud Darwich

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Literatura Peruana

❝DOS bosques ribeirinhos da cidade, antes do formidável deslizamento de lama, saíram animais de quatro pés, pássaros e víboras, assustados, para o rio; estes, acima de tudo, correndo pelas ruas e pomares, encheram os habitantes de mais terror... Grande confusão e pânico reinava na cidade... O povo, acima de tudo as senhoras idosas, chorava de medo."

— Francisco Izquierdo Ríos

Tradução: Irisvaldo Laurindo de Souza

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Literatura Brasileira

❝SOBRE o balcão viu uma garrafa, transbordando de límpida cachaça, transparente, perfeita. Encheu um copo, cuspiu para limpar a boca, virou-o de uma vez. E um berro inumano cortou a placidez da manhã no Mercado, abalando o próprio Elevador Lacerda em seus profundos alicerces. O grito de um animal ferido de morte, de um homem traído e desgraçado: — Águuuuua!"

— Jorge Amado

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Literatura Jamaicana

❝NA FAVELA, a vida não vale nada. Aqui, matar um moleque não significa nada. Eu lembro a última vez que meu pai tentou me salvar. Ele tinha voltado correndo da fábrica [...], e ele tava respirando de boca aberta, que nem um cachorro. Passamos o resto da noite dentro de casa, ajoelhados no chão. É um jogo, ele disse, muito alto e muito rápido. Quem fica de pé primeiro perde, ele disse."

— Marlon James

Tradução: André Czarnobai

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Literatura Brasileira

❝CONCEIÇÃO estava na escola. Saía de casa às dez horas e findava a aula às duas. Da escola ia para o Campo de Concentração, auxiliar na entrega dos socorros. E só chegava de tardinha, fatigada, com os olhos doloridos de tanta miséria vista, contando cenas tristes que também empanavam os óculos da avó."

— Rachel de Queiroz

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