"Tiro se corrida" - prática proibida e arriscada que consiste em fixar o celular a bondes e VLTs para se filmar correndo atrás dele chega ao Rio de Janeiro
Prática arriscada chega ao Brasil e VLT Carioca denúncia atividade à Polícia Civil
^Por Redação Trilhos do Rio Publicado em 24 de julho de 2026 09:27^
Atividade conhecida como “Tiro de Corrida” é praticada, igualmente de forma ilegal, há alguns anos em outros países. No Rio de Janeiro produtores de conteúdo têm utilizado o VLT para tal prática.
A concessionária VLT Carioca denunciou à Polícia Civil uma prática que vem ganhando espaço nas redes sociais e que pode comprometer a segurança da operação ferroviária. Conhecida como “tiros de corrida”, a ação consiste em fixar um telefone celular na parte externa do veículo e correr ao lado do VLT em movimento para registrar vídeos até a estação seguinte.
Segundo a concessionária, o aumento da divulgação desse tipo de conteúdo levou ao registro de uma notícia-crime, além do acionamento da Meta, empresa responsável pelo Instagram, para auxiliar na identificação dos perfis envolvidos na publicação dos vídeos. De acordo com informações divulgadas, uma das pessoas investigadas já foi chamada para prestar esclarecimentos.
Embora tenha ganhado repercussão recentemente no Rio de Janeiro, essa prática não é inédita. Há alguns anos, vídeos semelhantes vêm sendo produzidos em diversos países, especialmente na Europa, onde influenciadores e corredores passaram a utilizar bondes e VLTs como cenário para gravações voltadas às redes sociais. Agora, esse comportamento começa a ser reproduzido no Brasil e, em especial, no sistema do VLT Carioca.
Apesar do apelo visual das imagens, trata-se de uma atividade que apresenta diversos riscos. Além de colocar os próprios participantes em perigo, a presença de pessoas correndo ao lado dos trilhos pode interferir na operação, obrigando o operador a reduzir a velocidade ou até mesmo acionar a frenagem de emergência para evitar acidentes. A situação também representa risco para pedestres e passageiros.
Outro aspecto frequentemente ignorado é a possibilidade de perda ou projeção do aparelho celular utilizado na gravação. Caso o equipamento se desprenda durante o percurso, ele pode sofrer danos, atingir pessoas, danificar o material rodante, cair sobre a via permanente ou provocar interferências operacionais.
A concessionária lembra ainda que a conduta pode ser enquadrada como atentado contra a segurança de meio de transporte, crime previsto na legislação brasileira, sujeito às penalidades cabíveis.
O VLT Carioca reforça que o sistema foi projetado para oferecer um transporte seguro e eficiente, e que atitudes que coloquem em risco a operação, os passageiros ou terceiros devem ser evitadas. A orientação é que registros fotográficos e audiovisuais sejam realizados apenas em locais seguros, sem interferir na circulação dos veículos ou na rotina operacional do sistema.
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