Meta enterrou evidências “causais” de danos causados por redes sociais (Reuters).
Meta enterrou evidências “causais” de danos causados por redes sociais (Reuters).
Uma pesquisa interna da Meta, de 2020, revelou que “pessoas que pararam de usar o Facebook por uma semana relataram redução nos sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social”. A pesquisa foi interrompida logo em seguida.
Se ninguém souber do problema, ele não existe. Mark aprendendo direitinho com o seu patrão Trump, que quer controlar estatísticas sobre desemprego (G1).
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Muito embora eu concordo com o fato de as redes sociais (principalmente a mainstream) serem prejudiciais e causarem danos, o lance é que essa toca de coelho é mais funda do que parece.
As redes sociais são como megafones de problemas que, no fundo, sempre existiram em meio aos humanos, mas que foram intensificados, sobretudo depois da urbanização e também de eventos históricos (relativamente recentes) como a primeira Guerra Fria ("primeira" porque estamos numa espécie de segunda Guerra Fria, ou morna, ou terceira guerra Mundial... já nem sei, não há Victors ainda pra escrever a história 😅)
Eu tenho 30 anos. Comecei a usar a internet ainda aos 8 anos de idade. Fiz parte de redes sociais várias (como relatei no comentário em outro tópico), então o ambiente digital praticamente moldou o ser que me tornei.
Ao mesmo tempo, a dupla sertaneja "depressão e ansiedade" me acompanha talvez até antes de quando comecei no digital. Lembro de menções suicidas minhas ainda durante o ensino fundamental, lembro de uma colega de escola falando em um tom preocupado com meus pais, lembro de professores me encaminhando pra psicólogo e psiquiatra com diagnóstico de TDAH (encaminhamentos esses que, olhando décadas depois pelo retrovisor da minha história, não adiantou nada).
Minha depressão inicialmente veio de bullying escolar e da constatação dos problemas que observava ocorrendo entre meus familiares. Depois adicionou-se traição de confiança de colegas que eu achava, em minha inocência de criança, que fossem amigos. Depois traição de pessoas que conheci de comunidades do Orkut. Depois traição de ex-colegas e ex-patrões. E quebra de confiança até de psiquiatra. Por fim, o mundo foi lentamente se tornando um misto de filmes distópicos e a gota d'água foi 2020, onde minha tentativa de uma vida adulta recebeu a porrada do COVID-19, e o mundo nunca mais foi melhor, tal como no ditado, "daqui pra frente só pra trás".
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Em tudo isso, apesar da minha vida digital crônica, redes sociais tiveram dos impactos o menor.
Por outro lado, eu olho pras gerações mais novas, como geração Alpha, aqueles que estão tendo acesso ao digital logo quando nascem, bebês que ainda nem aprenderam o abecedário mas já estão mexendo em tablet, criança de jardim não sabendo o que é cor vermelha (não sei até que ponto é verdade isso que vi no Reddit, mas do jeito que as coisas estão, não duvido hahah) mas sabendo o que é "skibidi" e "rizz", e daí vejo como o mundo se tornou mais absurdo enquanto esse absurdo é refletido pelo espelho de obsidiana das telhas de plástico que convivem com a geração Alpha, que está aprendendo a delegar os pensamentos pras IAs, e é impossível não olhar com certo desânimo pro futuro.
Ah, e dá pra ficar pior: a criançada do "skibidi toilet" e dos "desafios TikTok" de hoje são os médicos de amanhã, que nos atenderão quando formos idosos. Eles, ou inteligências artificiais. 😄